Pré-Roteiro “Baco nos Trópicos”

  1. SOBE SOM: Trilha Sonora de Di Freitas e Samba de Véio
  2. Abertura com Imagens Aéreas das vinícolas, Rio São Francisco, Natureza do semi-árido, estrada, lavoura, campo, uvas, gastronomia, Petrolina, caatinga no por do sol .duração: 1´
  3. Fusâo de imagens dos pés do “Samba de Véio” , Samba de Côco, imagens da Ilha do Massangano –
     comunidade quilombola  em Petrolina com pés nas trabalhadoras das vinícolas pisando as uvas….
  4. (obs. os 4 videos abaixo não aparecem no doc, estão apenas como referência da trilha sonora a ser utilizada na matéria).
  5. Trilha sonora Samba de Véio

  6. Instrumental SESC Brasil – Di Freitas – Descendo a Serra (Di Freitas) – 17/03/2009
  7. MARIA JOELMA DA SILVA – Secretária de Assalariados do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Petrolina. Ao longo de 48 anos de existência do STR de Petrolina destaca-se o trabalho de organização de mulheres e jovens rurais. Na diretoria, composta de 21 pessoas, 50% são mulheres.
  8. Entrevista com MARIA JOELMA DA SILVA – 
    Secretária de Assalariados do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Petrolina. 
    Missão:

    • Defender e lutar pelos direitos dos trabalhadores assalariados rurais, tais como: campanha salarial; acordos e dissídios coletivos de trabalho; cumprimento de direitos trabalhistas, tais como assinatura de carteira de trabalho; abertura de ação judicial em prol de direitos não pagos. Para isso, a Secretaria de Assalariados Rurais atua em parceria com as outras secretarias e recebe suporte do Departamento Jurídico da entidade.

    • Também é função da secretaria promover mobilização, encontros, reuniões que envolva a participação dos assalariados e assalariadas rurais do município.

  9. Joelma fala das conquistas das mulheres, assseguradas pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Petrolina na CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2011/2012, a saber:

    CLÁUSULA DÉCIMA QUARTA – CRECHES – Determina-se a instalação de local destinado à guarda de crianças em idade de amamentação, quando existentes, na empresa, mais de 20 (vinte) mulheres maiores de 16 (dezesseis) anos, facultado o convênio com creches.

    CLÁUSULA TRIGÉSIMA QUARTA – TRABALHO DA MULHER  – O trabalho da mulher será executado na conformidade da proteção contida na legislação em vigor, levando-se em conta as peculiaridades físicas e fisiológicas

    CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA SEGUNDA – PERÍODO DE AMAMENTAÇÃO – a) Assegura-se à trabalhadora rural um descanso especial de meia hora por cada turno de trabalho, com vista à amamentação do próprio filho, até que este complete 06 (seis) meses de vida.b) É garantido às mulheres, no período de amamentação, o recebimento de salário sem prestação de serviços, quando o empregador não cumprir com o estabelecido na cláusula 43ª desta Convenção Coletiva de Trabalho.

    CLÁUSULA SEXAGÉSIMA PRIMEIRA  – SAÚDE DA TRABALHADORA RURAL E DO TRABALHADOR RURAL – a) Fica assegurada à mulher trabalhadora rural a liberação remunerada 01 (um) dia por ano, para fins de exames preventivos de câncer, mediante comprovação através do competente atestado médico ou, então, por meio de declaração firmada pelo hospital ou pela clínica médica em que tiver sido realizado o exame, desde que tal declaração seja feita em papel timbrado e seja apresentada no original.

  10.  “O segredo para ser feliz é fazer o que você gosta e se identifica” – Josivânia Souza

    Entrevista com Josivânia Ribeiro Cruz Souza.  Josivânia de 30 anos, é aquela mulher “arretada” que tem mil atividades por dia. Ela vai frequentemente para a cidade de São José do Belmonte (PE), onde trabalha no Sindicato dos Trabalhadores Rurais e também para Serra Talhada, onde se encontra com o Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais do Sertão Central.
    Nesta entrevista ela conta como o trabalho na lavoura de uva modificou sua vida. Além desse trabalho, Josivânia ainda faz roça no sítio que mora – cerca de 15 km da cidade – com plantação de milho, feijão e criação de animais, como ovelhas. Vânia, como é chamada, cuida também da casa e de sua filha Larissa, de 10 anos. A menina se ocupa com muitas atividades assim como a mãe e, depois da escola, a ajuda com as atividades domésticas. Enquanto seu marido passa a semana em São José do Belmonte para trabalhar e estudar (ele está cursando economia), Vânia cuida dos outros afazeres.

    Imagens de cobertura do seu dia-a-dia (acordando, alimentando os filhos, indo para a lavoura, trabalhando no campo) ilustram sua fala, que irá pontuar todo documentário.  Mais 3 entrevistas com mulheres da lavoura irão complementar sua fala.

    O Roteiro final será trabalhado na edição de Joana Nin.

    Duração aproximada das falas das 4 mulheres: 12´ 
  11. Entrevista com Maria do Socorro, de 44 anos, que colhe uvas do tipo cabernet sauvignon enquanto ouve seu radinho de pilhas. Maria do Socorro conta porque 
    “Tratar” o cacho de uva é tarefa feminina, pois à mulher cabe a “delicadeza de gestos” e o “senso estético” necessários à produção da uva que responde aos padrões de qualidade requeridos. Fala sobre como a EMBRAPA prepara e qualifica a mão-de-obra feminina na lavoura de uvas.
  12. Detalhe do viço das uvas. Parreiral da Vinícola Terroir do São Francisco. Lagoa Grande, Pernambuco. 
  13. Entrevista com 
    Eliane Maria, trabalhadora da Vinícola Ducos do São Francisco, que faz a chamada “desfolha”. Ela  explica como funciona  o processo de retirar o excesso de folhas das parreiras, para que os cachos de uvas absorvam mais sol. Ela conta como foi sua capacitação para a tarefa através da Escola do Vinho e da Embrapa e como seu trabalho nas plantações de uva mudaram sua vida.
  14. Entrevista com  FRANCISCO MACEDO DE AMORIM – ESCOLA DO VINHO
    Professor Enologia – IF Sertão-PE
    Coordenador da Escola do Vinho – IF Sertão-PE
    Coordenador do Curso Superior de Viticultura e Enologia – IF Sertão-PE

     A escola oferece cursos de nivel Graduação e Pós-Graduação na área de friticultura e irrigação. eLE conta  porque no desenvolvimento do Vale destacam-se a eficiência tecnológica, a competitividade de suas condições naturais e o seu impacto na geração de empregos, ainda que a sua maior influência esteja na geração de empregos indiretos.  Explica porque as mulheres são mais aptas a executar tarefas que tenham como fim a produção de uvas para exportação, de acordo com padrões internacionais prefixados, o que pressupõe o reconhecimento de que o trabalho feminino é qualificado, já que para garantir um produto final bem acabado é requerida uma qualificação com conhecimento específico. Os salários, entretanto, em Petrolina, são unificados para todos os trabalhadores, independente da tarefa a ser executada. duração: 1 ´

  15. Entrevista com jovens que estão sendo treinadOs pelo Embrapa e Escola do Vinho (lavoura, enólogas, técnicas em viticultura e irrigação.). ElEs contam porque  o clima semi-árido (quente e seco) permite a colheita de uvas de altissima qualidade, EXPLICAM AS 3 SAFRAS ANUAIS e quais suas prespectivas para o futuro e como as mulheres começam a ingressar numa área até então predominantemente masculina. duração: 2´
  16. Acompanharemos trechos de uma aula de enologia e entrevistaremos alguns alunos.
  17. A CONFIRMAR – Entrevista com SEBRAE e VALEXPORT
  18. Entrevista com  da EMBRAPA – irrigação. Fala sobre como as  Plantações no Vale só foram possíveis graças ao sistema de irrigação das águas do Rio São Francisco e porque o semi-árido nordestino é o único lugar no mundo que permite até 3 colheitas anuais. O solo é uma consequencia da deposição do Rio são Francisco que formou este vale e que na sua constituição possui bastante argila com cascalhos, o que promove um bom arejamento de raízes e drenagem. Duração 1´
  19. Imagens da EMBRAPA, tecnologia, estudos, pesquisa, laboratórios
  20. Imagens aéreas das vinícolas.
  21. vINÍCOLA BIANCHETTI – Entrevista com Izaneti Bianchetti neta de Ineldo Tedesco – responsável nos anos 80 pela implantação da 1a. vinícola na região. Ela conta como foi a chegada da família, dificuldades e como a atividade passou de geração para geração e como os jovens atualmente se preparam para lidar com a lavoura. A Adega Bianchetti é a concretização do sonho de um casal de enólogos com vasta experiência no sul do país e no Vale do São Francisco. O plantio de uvas viníferas que deu início à produção, em 1993, logo deu vida a vinhos jovens, finos e leves. Em 1998, foi lançado no mercado o primeiro Bianchetti.Por serem produzidos em tanques de aço inox, através de moderna tecnologia, os vinhos Bianchetti conservam todas as características das uvas culltivadas no Vale. O processo de fermentação controlada por refrigeração também garante o sabor dos vinhos Bianchetti, em meio ao clima quente da região.Serão usadas imagens de arquivo e fotos do acervo da família pioneira na lavoura de uvas no semi-árido. duração: 1´
  22. Entrevista com Djalma de Sousa, o “Codó”, de 41 anos, mostra com orgulho uma cesta cheia de uvas do tipo regner. Vinícola Santa Maria, Lagoa Grande, Pernambuco. Ele fala sobre o que pensa da participação e o papel da mulher nas lavouras de uva do Vale de São Francisco, Duração: 1´
  23. Entrevista com João Santos da Vinícola Vinibrasil

     Em contraste com a vinícola Bianchetti, que tem uma estrutura mais familiar , a ViniBrasil foi criada em 2003 com o objetivo de produzir vinhos de padrão internacional, para exportação, a partir do Vale do São Francisco. Os vinhos Rio Sol, resultado de um projeto inovador e ousado, podem ser encontrados em lojas e supermercados de Londres, Nova York e Tóquio, assim como em qualquer loja da Expand no Brasil. A ViniBrasil é resultado da audácia de um grupo português que produz e exporta vinhos a Dão Sul. Mesmo com uma história tão curta de vida, o Rio Sol já é vendido para mais de 20 países diferentes, incluindo os grandes exportadores de vinho como a França, Espanha, Itália e Estados Unidos. Além do preço competitivo – no Brasil custa cerca de R$ 18  e, na Europa, cinco euros – o vinho ganhou espaço porque tem qualidade. A prova disso são os 83 pontos obtidos na lista dos top 100 da celebrada revista americana Wine Spectator e a medalha de bronze no Decanter World Wine Awards, da revista inglesa Decanter. A ViniBrasil produz cerca de um milhão de litros anualmente sendo que 30% são destinados para a exportação. São três marcas de vinho diferentes produzidos: o Rio Sol, produto para exportação, mas encontrado também em hotéis, restaurantes e algumas lojas de vinho do Brasil, e os mais populares, que são a Adega do Vale, encontrado nos supermercados das grandes cidades, e o Rendeiras, que tem uma característica mais regional, para valorizar as rendeiras da região do São Francisco. É nesse cenário quente e fértil que a ViniBrasil atua há mais de cinco anos e tem como principais diferenciais o investimento em pesquisa e na inovação tecnológica. João Santos explica como os resultados crescentes são colhidos a cada safra e a cada ano. duração: 1´
  24. Imagens das mulheres na lavoura. 30´´

    Sobe som.
  25. Vinícola DUCOS – Entrevista com Rodrigo Fabian.  Vinícola com investimento Italiano encabeçada por enólogo francês. A filosofia da empresa e de seu enólogo consiste em produzir vinhos de altíssima qualidade, aliando o grande potencial do mais revolucionário e promissor terroir do novo mundo à competência e à tradição da vitivinicultura do velho mundo. 
    Procuramos promover a cultura do vinho como um produto diferenciado, único na tipicidade de cada varietal e na forma individual da sua percepção como “arte”.  diz o enólogo francês – Ele diz porque em  Pernambuco observa-se divisão sexual do trabalho, segundo a qual, aos homens são reservadas as tarefas na cultura da manga, enquanto as mulheres são as preferidas para a produção de uvas. Esta vinícola trabalha com 100% de mão de obra feminina na colheita. Apoiando-se em uma divisão do trabalho doméstico, baseada nas relações de gênero, os empresários se utilizam de tais características na hora de recrutar a mão de obra para a fruticultura. Conta como são feitos os investimentos estrangeiros na região.
  26. CRÉDITOS FINAIS: 30´´ 

    CRÉDITOS FUTURA (VER COM ADRIANA LEVIS)
    PRODUÇÃO, ROTEIRO E DIREÇÃO: IÊDA ROZENFELD
    MONTAGEM: JOANA NIN
    FINALIZAÇÃO: ADENILSON CUNHA
    DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA E CAMERA 1: IGOR CABRAL
    STILL, MIDIAS SOCIAIS E CAMERA 2: GABRIELA LEITE
    ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO E SOM: CACÁ DIAS
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BACCHUS IN TROPICS – THE WINE WOMEN WORKERS IN SÃO FRANCISCO VALLEY – BRAZIL

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  2. O presidente do Instituto Superior de Agronomia de Lisboa (ISA), Carlos Noéme, esteve na segunda-feira, 26 de março, em Petrolina, onde dividiu o tempo entre reuniões com os gestores doIF Sertão-PE, no gabinete da reitoria, e visitas aos campi Petrolina Zona Rural e Petrolina. O acadêmico assinou um Termo de Cooperação com o Instituto Federal que vai possibilitar a oferta de cursos de mestrado para docentes e técnicos administrativos e a realização de intercâmbios acadêmico-científicos para os alunos das graduações.
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  4. DESIGN BY @Gabriela Leite
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  6. “Tratar” o cacho de uva é tarefa feminina, pois à mulher cabe a “delicadeza de gestos” e o “senso estético” necessários à produção da uva que responde aos padrões de qualidade requeridos. fonte: GLOBALIZAÇÃO, ESTRATÉGIAS PRODUTIVAS E O TRABALHO DE HOMENS E MULHERES NA FRUTICULTURA DE EXPORTAÇÃO : O caso do Vale do São Francisco Josefa Salete Barbosa Cavalcanti Ana Cristina Belo da Silva
  7. Apreciações sobre as diferenças entre trabalhos de homens e de mulheres são confirmadas nas falas abaixo: O trabalho dos homens é mais difícil e pesado, não de-sejo fazer o trabalho dos homens de jeito nenhum, e só faria se não tivesse outro jeito. A mulher é que nem o povo diz, a mu-lher é mais fraca mesmo e o homem tem mais possibilidade de trabalhar. (Joana, 22 anos, solteira).
  8. Pernambuco – “observa-se divisão sexual do trabalho, segundo a qual, aos homens são reservadas as tarefas na cultura da manga, enquanto as mulheres são as preferidas para a produção de uvas. Apoiando-se em uma divisão do trabalho doméstico, baseada nas relações de gênero, os empresários se utilizaram de tais características na hora de recrutar a mão de obra para a fruticultura (Lara, 1998; Cavalcanti & Bendini, 2001; Cavalcanti et al., 1998).” 
    fonte: GLOBALIZAÇÃO DA AGRICULTURA E MUDANÇAS NO MUNDO DO TRABALHO: os Trabalhadores Rurais no Vale do São Francisco Victor de Oliveira Rodrigues 1 ; Drª Josefa Salete Barbosa Cavalcanti 2 ; 
  9. “A introdução de novos recursos tecnológicos tem provocado mudanças em todo o setor, porém mais especialmente na área destinada às mulheres. O raleio, por exemplo, desaparece com a introdução de uma nova variedade, mais ao gosto do consumidor do norte, que é a uva sem sementes. A introdução do pente aumenta a quantidade de cachos que podem ser limpos em mais que o dobro. A irrigação controlada por computador pode ser feita por um homem na metade de seu tempo de trabalho, ao invés de quatro homens em tempo integral com o equipamento tradicional. A fertirrigação, colocação do adubo diretamente na água, método possível com o sistema de micro-aspersão, elimina a participação do funcio-nário que faria a adubação. Experiências similares têm lugar na produção de pêras e maçãs no Alto Valle Argentino; com a in-trodução do computador foram reduzidas as tarefas tradicionalmente realizadas por mulheres (Bendini, 1996)…
    No desenvolvimento do Vale destacam-se a eficiência tecnológica, a competitividade de suas condições naturais e o seu impacto na geração de empregos, ainda que a sua maior influência esteja na geração de empregos indiretos. Entretanto, não há números e estatísticas confiáveis sobre empregos gerados; instituições de planejamento, serviços de fiscalização do Ministério do Trabalho e mesmo os órgãos de representação dos trabalhadores não conseguem ter um quadro real ou aproximado da situação; os números variam entre 30.000 e 60.000. Mas, as mudanças contribuem para a redução do número de pessoas ocupadas por ha, pois, conforme observação no campo, há casos e experiências que tendem a reverter os números. O certo é que, se no início da modernização da região falava-se de 6 pessoas ocupadas por ha., hoje este número tende a ser reduzido a duas pessoas, entre homens e mulheres, por ha. Isto é particularmente crítico no emprego das mulheres pela especificidade do  
    atendimento da qualidade dos produtos nas tarefas de raleio das uvas e seleção e embalagem de mangas, por exemplo. …as mulheres são mais aptas a executar tarefas que tenham como fim a produção de uvas para exportação, de acordo com padrões internacionais prefixados, pressupõe o reconhecimento de que o trabalho femi-nino é qualificado, já que para garantir um produto final bem acabado, seria requerida uma qualificação que deveria ser dis-tinguida e adequadamente remunerada. Do mesmo modo, aplicar agrotóxicos só é possível com conhecimento específico. Os salários, entretanto, em Petrolina, são unificados para todos os trabalhadores, independente da tarefa a ser executada.

    fonte: GLOBALIZAÇÃO, ESTRATÉGIAS PRODUTIVAS E O TRABALHO DE HOMENS E MULHERES NA FRUTICULTURA DE EXPORTAÇÃO : O caso do Vale do São Francisco Josefa Salete Barbosa Cavalcanti Ana Cristina Belo da Silva 

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  11. Este evento de 2004 mostra que a região vêm investindo em melhorar a qualidade de seus vinhos e aperfeiçoar técnicas de produção.
  12. The Rural Women Worker’s Movement of Sertão Central de Pernambuco was created in 1982 and is made up of rural women workers, those who run small plots land and those without land, who organized in grassroots groups in rural communities in twelve municipalities – Calumbi, Cedro, Custódia, Flores, Mirandiba, Santa Cruz da Baiza Verde, Salgueiro, São José do Belmonte, Serra Talhada, Serrita, Triunfo e Terra Nova – in the micro-region of Pólo Sertão Central de Pernambuco, in the semi-arid area of Brazil. The movement was pioneered by the rural women’s organization, and as a result, over the last 24 years, there has been an exchange of experiences between North and Northeast Brazil, thus contributing to the organization of other groups of rural women in those regions, as well as in other countries. As women organized in a group, they discuss their problems as women and as workers. The movement is a space for reflection, organizing and action, addressing themes specific to women and women workers, such as: gender and sexuality, violence, self-esteem, organizing, management, sustainable agriculture, improvement of agricultural products, desertification, drought, environment, with particular concern regarding water, family agriculture, raising small animals, and popular medicine. –  FONTE: 
    https://grants.globalfundforwomen.org/GFWSearch/index.php?id=31656 
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    Depoimento Josivânia Souza
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    “O segredo para ser feliz é fazer o que você gosta e se identifica” – Josivânia Ribeiro Cruz Souza, de 30 anos, é aquela mulher “arretada” que tem mil atividades por dia. Ela vai frequentemente para a cidade de São José do Belmonte (PE), onde trabalha no Sindicato dos Trabalhadores Rurais e também para Serra Talhada, onde se encontra com o Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais do Sertão Centr…al. A líder do Movimento de Mulheres é a primeira filha de 4 irmãos, nascida na comunidade de Malhada Vermelha, zona rural da região, que desde pequena trabalha na roça com os pais. Casou-se aos 21 anos com Pedro, um antigo namorado de sua tia por quem se apaixonou e teve 1 filha, Larissa. Passado alguns anos, associou-se ao sindicato e teve total apoio do marido. Um ano após ter ingressado no sindicato, foi eleita secretária de organização e formação. Conheceu Vanete Almeida, liderança da região, que a despertou para a questão social. Dessa forma, começou o trabalho com o Movimento de Mulheres. Foi Vânia quem ajudou e orientou o primeiro grupo de mulheres trabalhadoras rurais a se unir para comprar um pedaço de terra; elas se chamam de Associação de Mulheres Disciplinadas de Baixa Verde. Esse grupo de sete mulheres estava construindo suas próprias casas na terra onde logo iria morar. Vânia sabe que as dificuldades do trabalho no campo são muitas, mas enfrenta essa questão porque gosta do ofício e com essa força, Vânia é uma referência para as mulheres da região. http://pinterest.com/pin/210613720044016925/Ver mais
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  18. No Brasil, como o alistamento militar é obrigatório para os homens aos 18 anos, eles adquirem os documentos civis mais cedo do que as mulheres. Além disso, na área rural, devido às migrações de uma região para outra, os homens possuem mais documentos do que as mulheres. As constantes viagens para o Sudeste do país em busca de trabalho eram um fator determinante para que os homens adquirissem os documentos. Quem fosse para São Paulo ou Rio de Janeiro sabia que, além do título de eleitor e da certidão de reservista, era necessário providenciar as carteiras de identidade e de trabalho.
    A ausência de documentos torna mais grave a privação material e social e é responsável por uma série de sofrimentos, constrangimentos aos quais as mulheres são submetidas quando elas se deparam com os mecanismos regulamentadores dos processos de natalidade, fecundidade, longevidade e mortalidade. Vale salientar, contudo, que as mulheres não aceitam com passividade esses mecanismos; elas resistem, pressionam, buscam saídas e inventam estratégias.Com a conquista de direitos sociais e a municipalização das políticas sociais, a partir do final década de 1980, as mulheres rurais passaram a lidar mais diretamente com as exigências legais de documentação civil e profissional para terem acesso a políticas e programas sociais.
    fonte: Vida de agricultoras e histórias de documentos no Sertão Central de Pernambuco, Rosineide de L. Meira Cordeiro, Universidade Federal de Pernambuco – http://dx.doi.org/10.1590/S0104-026X2007000200012
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    analisar as dificuldades e as estratégias que as mulheres utilizam para cumprirem as exigências legais de comprovação do trabalho na agricultura familiar através de documentos civis e profissionais
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  21. BRASIL INOVA NA PRODUÇÃO DE VINHOS TROPICAIS
    Graças ao clima quente e seco do Nordeste,a colheita da uva acontece o ano todo, ao contrário das regiões mais frias e tradicionais de cultivo, onde há apenas uma safra por ano.Por se tratar de uma experiência única, a produção de vinho na Região de Petrolina (PE) é hoje uma referência mundial, mas ainda assimnão cessaram os investimentos em pesquisa ea busca de uma variedade de uva que se adapte melhor às peculiaridades do clima. fonte: 
    fonte: FINEP –http://www.finep.gov.br/imprensa/revista/segunda_edicao/05_Brasil inova na produção de vinhos tropicais.pdf
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    Globo Reporter Vinho & Saude 17.12.2010 parte 04 http://www.tamoligado.net
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  24. O pessoal para o trabalho na indústria do vinho, sobretudo os enólogos, é recrutado no Sul do país e até mesmo no exterior e, recentemente, vem sendo formado na própria região. Para as atividades de campo, devido ao fato de no local existir o grande polo nacional de fruticultura irrigada, inclusive de produção de uva, encontra-se com facilidade mão-de-obra especializada para cada etapa do processo produtivo (CAVALCANTI et al., 2008) e também diferenciada por gênero para as diferentes tarefas. (CAVALCANTI; SILVA, 2008). A contratação é feita diretamente pelas empresas ou com a intermediação de empreiteiros. O sindicato de trabalhadores rurais tem exercido forte presença na fiscalização das condições de trabalho e na negociação salarial, por meio de dissídios coletivos, e também na regularização de direitos trabalhistas.

  25. A existência de vinícolas no Vale do Rio São Francisco, região do semi-árido, seria encarada anos atrás como uma espécie de lenda, um mito, como o Nego d´água, a Rasga Mortalha e a Mãe da Lua, esses personagens que habitam a memória dos antigos moradores das barrancas do rio. Mas de fato elas existem, as primeiras instalaram-se nos anos 80 na região, próximas à cidade de Petrolina, no estado de Pernambuco, favorecidas por um projeto de irrigação utilizando as águas do Velho Chico.” – Matéria no Estadão, fonte: http://blogs.estadao.com.br/olhar-sobre-o-mundo/vale-do-sao-francisco/

  26. Enquetesobre “..
    como o Nego d´água, a Rasga Mortalha e a Mãe da Lua, esses personagens que habitam a memória dos antigos moradores das barrancas do rio..” – alguém saberia me contar algo sobre estas lendas? – incluir enquete Facebook
    link para fan page – https://www.facebook.com/baconostropicos
  27. Por que o desenvolvimento rural sustentável?

    Desenvolvimento rural sustentável representa um esforço em reunir aspectos complementares do processo de desenvolvimento, com foco na equidade socialeconômica e ambiental. Neste contexto, o diálogo entre diferentes áreas de intervenção pública é primordial. Há um crescente interesse em abordagens multi-dimensionais como caminhos indispensáveis para enfrentar os desafios atuais do planeta.Nossa principal preocupação é analisar a inter-secções no âmbito de políticas que permitam um impacto mais amplo e mais coordenado na vida das pessoas, especialmente de grupos marginalizados. Assim, as políticas que conciliam diversas agendas, tais como gênero e mudança climáticapobreza e meio ambienteinclusão produtiva e de distribuição de alimentos, estão no cerne de nossas atividades. – Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo.

  28. A Região

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  30. A História das Vinícolas

    Com 800 hectares de uvas viníferas, o Vale do São Francisco responde por 30% da produção nacional. Das 12 vitivinícolas instaladas na região, 11 são de Pernambuco. É a única área vinícola do mundo situada em clima semi-árido. O mérito é do enólogo gaúcho Ineldo Tedesco, que desembarcou no Sertão pernambucano, nos anos 80, com a missão de produzir vinhos no Vale do São Francisco. Enólogo, descendente de imigrantes italianos com tradição no cultivo de uvas viníferas e produção artesanal de vinhos na região do Rio Grande do Sul, trabalhou em vinícolas como: Cooperativa Tamandaré, Heublein do Brasil e Maison Forestier. Sendo nesta última, em 1984 que testou uvas do Vale do São Francisco elaborando vinhos que comprovaram as excelentes qualidades da região,demonstrando a tendência de um futuro pólo vitivinícola. A partir daí, formou-se uma parceria entre Maison Forestier e a Fazenda Milano-Santa Maria da Boa Vista-PE, sendo Tedesco transferido para prestar assistência técnica na elaboração dos vinhos.

    ANOS 80
    Fundada em 1984, a vinícola Vale do São Francisco originou-se do primeiro projeto de irrigação do Vale do São Francisco implantado em 1972 , idealizado por Sr Francesco Pérsico e implantado por Jose Gualberto Almeida: a Fazenda Milano colocou sua primeira marca no mercado, “VINHAS DA MILANO”. Vinho Assemblage com a extraordinária adaptação dos varietais introduzidos. E, em 1985, produziu e lançou no mercado do Nordeste o primeiro vinho do Vale do São Francisco, chamado Vinhas da Milano, atualmente Botticelli.A VVSF lançou a marca Botticelli em 1986, composta por vinhos100% varietais. Em 1989 a primeira grande conquista, o CABERNET SAUVIGNON foi considerado o melhor tinto Nacional, logo em seguida o Chenin Blanc obteve no mesmo concurso a segunda colocação entre os brancos, sinal que o trabalho estava orientado de maneira correta. 

    ANOS 90
    A década de 90 reservava algumas surpresas para a vitivinicultura nacional, porem a VVSF consegue estabelecer-se e transformar a marca Botticelli em uma das mais importantes do Brasil. A pesquisa continuava sem parar, com varietais de todo mundo, procurando novos lançamentos para o mercado. Em 1991, adquiriu juntamente com sua esposa, Izanete Bianchetti Tedesco, também enóloga, uma propriedade em Lagoa Grande-PE, onde em 1993, iniciaram o plantio de uvas de mesa. Em 1995, plantaram uvas viníferas e, em 1998 foi elaborado e lançado no mercado o primeiro vinho com a marca BIANCHETTI, um tinto fino seco Cabernet Sauvignon, sendo a concretização do sonho do casal de enólogos.

    ANO 2000
    Quase dez anos depois lançamos excelentes novidades: em 2002 O Asti Botticelli e o Primeiro da linha COLEÇÃO Petite Syrah. Em 2003 gratas surpresas: RUBY CABERNET e TANNAT, dois vinhos que vieram ratificar a condição de pioneirismo e o compromisso da pesquisa contínua, já em 2004 o lançamento do espumante BRUT BOTTICELLI. Em 2008 serão mais quatro lançamentos, uma linha de vinhos de assemblage, composta por três vinhos e mais um Cabernet Sauvignon Premium. 

    ANO 2010

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    TV Experimentare Gastronomia apresenta – Vinícola Botticelli – Vale do São Francisco
  32. A Tecnologia

  33. Os Dados

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    Dia de Campo na TV – Vinhos tropicais: produção e qualidade
  35. Os Trabalhadores Rurais

    A partir da construção de uma rodovia de 72 km, que vai de Lagoa Grande a Santa Maria da Boa Vista, o pólo atraiu olhares dos investidores. A idealização da bianual Festa da Uva e do Vinho, em Lagoa Grande, também traz empresários para a região, inclusive estrangeiros. Tradicionais produtores de vinhos, como franceses (Ducos), portugueses (Dão) e italianos (Sereníssima), trataram de garantir seus quinhões de terra na região. Em duas décadas de atividade, a região se transformou no segundo pólo de vinhos do Brasil. Produzindo cerca de 12 milhões de litros de vinhos finos, o Vale fatura R$ 30 milhões por ano e gera 2,4 mil empregos, o que mudou a vida da população local, principalmente das mulheres.  
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  37. As Curiosidades

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    Rural Meio-Dia – 21 02 2012 – Escola de samba conta a historia do vinho … – http://tinyurl.com/7f5cmky #clicRBS
  40. Você pode ajudar a contar mais histórias. Apoie o projeto

     direcionar para crowdfunding

  41. A Cultura – Manifestações Populares, Tradições, Dança, Música, Literatura

  42. A Gastronomia da região

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    Leciane Lima – Culinária Regional Bode ao Vinho
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  2. DESIGN BY @Gabriela Leite
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  4. “Tratar” o cacho de uva é tarefa feminina, pois à mulher cabe a “delicadeza de gestos” e o “senso estético” necessários à produção da uva que responde aos padrões de qualidade requeridos. fonte: GLOBALIZAÇÃO, ESTRATÉGIAS PRODUTIVAS E O TRABALHO DE HOMENS E MULHERES NA FRUTICULTURA DE EXPORTAÇÃO : O caso do Vale do São Francisco Josefa Salete Barbosa Cavalcanti Ana Cristina Belo da Silva
  5. Apreciações sobre as diferenças entre trabalhos de homens e de mulheres são confirmadas nas falas abaixo: O trabalho dos homens é mais difícil e pesado, não de-sejo fazer o trabalho dos homens de jeito nenhum, e só faria se não tivesse outro jeito. A mulher é que nem o povo diz, a mu-lher é mais fraca mesmo e o homem tem mais possibilidade de trabalhar. (Joana, 22 anos, solteira).
  6. Pernambuco – “observa-se divisão sexual do trabalho, segundo a qual, aos homens são reservadas as tarefas na cultura da manga, enquanto as mulheres são as preferidas para a produção de uvas. Apoiando-se em uma divisão do trabalho doméstico, baseada nas relações de gênero, os empresários se utilizaram de tais características na hora de recrutar a mão de obra para a fruticultura (Lara, 1998; Cavalcanti & Bendini, 2001; Cavalcanti et al., 1998).” 
    fonte: GLOBALIZAÇÃO DA AGRICULTURA E MUDANÇAS NO MUNDO DO TRABALHO: os Trabalhadores Rurais no Vale do São Francisco Victor de Oliveira Rodrigues 1 ; Drª Josefa Salete Barbosa Cavalcanti 2 ; 
  7. “A introdução de novos recursos tecnológicos tem provocado mudanças em todo o setor, porém mais especialmente na área destinada às mulheres. O raleio, por exemplo, desaparece com a introdução de uma nova variedade, mais ao gosto do consumidor do norte, que é a uva sem sementes. A introdução do pente aumenta a quantidade de cachos que podem ser limpos em mais que o dobro. A irrigação controlada por computador pode ser feita por um homem na metade de seu tempo de trabalho, ao invés de quatro homens em tempo integral com o equipamento tradicional. A fertirrigação, colocação do adubo diretamente na água, método possível com o sistema de micro-aspersão, elimina a participação do funcio-nário que faria a adubação. Experiências similares têm lugar na produção de pêras e maçãs no Alto Valle Argentino; com a in-trodução do computador foram reduzidas as tarefas tradicionalmente realizadas por mulheres (Bendini, 1996)…
    No desenvolvimento do Vale destacam-se a eficiência tecnológica, a competitividade de suas condições naturais e o seu impacto na geração de empregos, ainda que a sua maior influência esteja na geração de empregos indiretos. Entretanto, não há números e estatísticas confiáveis sobre empregos gerados; instituições de planejamento, serviços de fiscalização do Ministério do Trabalho e mesmo os órgãos de representação dos trabalhadores não conseguem ter um quadro real ou aproximado da situação; os números variam entre 30.000 e 60.000. Mas, as mudanças contribuem para a redução do número de pessoas ocupadas por ha, pois, conforme observação no campo, há casos e experiências que tendem a reverter os números. O certo é que, se no início da modernização da região falava-se de 6 pessoas ocupadas por ha., hoje este número tende a ser reduzido a duas pessoas, entre homens e mulheres, por ha. Isto é particularmente crítico no emprego das mulheres pela especificidade do  
    atendimento da qualidade dos produtos nas tarefas de raleio das uvas e seleção e embalagem de mangas, por exemplo. …as mulheres são mais aptas a executar tarefas que tenham como fim a produção de uvas para exportação, de acordo com padrões internacionais prefixados, pressupõe o reconhecimento de que o trabalho femi-nino é qualificado, já que para garantir um produto final bem acabado, seria requerida uma qualificação que deveria ser dis-tinguida e adequadamente remunerada. Do mesmo modo, aplicar agrotóxicos só é possível com conhecimento específico. Os salários, entretanto, em Petrolina, são unificados para todos os trabalhadores, independente da tarefa a ser executada.

    fonte: GLOBALIZAÇÃO, ESTRATÉGIAS PRODUTIVAS E O TRABALHO DE HOMENS E MULHERES NA FRUTICULTURA DE EXPORTAÇÃO : O caso do Vale do São Francisco Josefa Salete Barbosa Cavalcanti Ana Cristina Belo da Silva 

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  9. Este evento de 2004 mostra que a região vêm investindo em melhorar a qualidade de seus vinhos e aperfeiçoar técnicas de produção.
  10. The Rural Women Worker’s Movement of Sertão Central de Pernambuco was created in 1982 and is made up of rural women workers, those who run small plots land and those without land, who organized in grassroots groups in rural communities in twelve municipalities – Calumbi, Cedro, Custódia, Flores, Mirandiba, Santa Cruz da Baiza Verde, Salgueiro, São José do Belmonte, Serra Talhada, Serrita, Triunfo e Terra Nova – in the micro-region of Pólo Sertão Central de Pernambuco, in the semi-arid area of Brazil. The movement was pioneered by the rural women’s organization, and as a result, over the last 24 years, there has been an exchange of experiences between North and Northeast Brazil, thus contributing to the organization of other groups of rural women in those regions, as well as in other countries. As women organized in a group, they discuss their problems as women and as workers. The movement is a space for reflection, organizing and action, addressing themes specific to women and women workers, such as: gender and sexuality, violence, self-esteem, organizing, management, sustainable agriculture, improvement of agricultural products, desertification, drought, environment, with particular concern regarding water, family agriculture, raising small animals, and popular medicine. –  FONTE: 
    https://grants.globalfundforwomen.org/GFWSearch/index.php?id=31656 
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    Depoimento Josivânia Souza
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    “O segredo para ser feliz é fazer o que você gosta e se identifica” – Josivânia Ribeiro Cruz Souza, de 30 anos, é aquela mulher “arretada” que tem mil atividades por dia. Ela vai frequentemente para a cidade de São José do Belmonte (PE), onde trabalha no Sindicato dos Trabalhadores Rurais e também para Serra Talhada, onde se encontra com o Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais do Sertão Centr…al. A líder do Movimento de Mulheres é a primeira filha de 4 irmãos, nascida na comunidade de Malhada Vermelha, zona rural da região, que desde pequena trabalha na roça com os pais. Casou-se aos 21 anos com Pedro, um antigo namorado de sua tia por quem se apaixonou e teve 1 filha, Larissa. Passado alguns anos, associou-se ao sindicato e teve total apoio do marido. Um ano após ter ingressado no sindicato, foi eleita secretária de organização e formação. Conheceu Vanete Almeida, liderança da região, que a despertou para a questão social. Dessa forma, começou o trabalho com o Movimento de Mulheres. Foi Vânia quem ajudou e orientou o primeiro grupo de mulheres trabalhadoras rurais a se unir para comprar um pedaço de terra; elas se chamam de Associação de Mulheres Disciplinadas de Baixa Verde. Esse grupo de sete mulheres estava construindo suas próprias casas na terra onde logo iria morar. Vânia sabe que as dificuldades do trabalho no campo são muitas, mas enfrenta essa questão porque gosta do ofício e com essa força, Vânia é uma referência para as mulheres da região. http://pinterest.com/pin/210613720044016925/Ver mais
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  16. No Brasil, como o alistamento militar é obrigatório para os homens aos 18 anos, eles adquirem os documentos civis mais cedo do que as mulheres. Além disso, na área rural, devido às migrações de uma região para outra, os homens possuem mais documentos do que as mulheres. As constantes viagens para o Sudeste do país em busca de trabalho eram um fator determinante para que os homens adquirissem os documentos. Quem fosse para São Paulo ou Rio de Janeiro sabia que, além do título de eleitor e da certidão de reservista, era necessário providenciar as carteiras de identidade e de trabalho.
    A ausência de documentos torna mais grave a privação material e social e é responsável por uma série de sofrimentos, constrangimentos aos quais as mulheres são submetidas quando elas se deparam com os mecanismos regulamentadores dos processos de natalidade, fecundidade, longevidade e mortalidade. Vale salientar, contudo, que as mulheres não aceitam com passividade esses mecanismos; elas resistem, pressionam, buscam saídas e inventam estratégias.Com a conquista de direitos sociais e a municipalização das políticas sociais, a partir do final década de 1980, as mulheres rurais passaram a lidar mais diretamente com as exigências legais de documentação civil e profissional para terem acesso a políticas e programas sociais.
    fonte: Vida de agricultoras e histórias de documentos no Sertão Central de Pernambuco, Rosineide de L. Meira Cordeiro, Universidade Federal de Pernambuco – http://dx.doi.org/10.1590/S0104-026X2007000200012
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    analisar as dificuldades e as estratégias que as mulheres utilizam para cumprirem as exigências legais de comprovação do trabalho na agricultura familiar através de documentos civis e profissionais
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  19. BRASIL INOVA NA PRODUÇÃO DE VINHOS TROPICAIS
    Graças ao clima quente e seco do Nordeste,a colheita da uva acontece o ano todo, ao contrário das regiões mais frias e tradicionais de cultivo, onde há apenas uma safra por ano.Por se tratar de uma experiência única, a produção de vinho na Região de Petrolina (PE) é hoje uma referência mundial, mas ainda assimnão cessaram os investimentos em pesquisa ea busca de uma variedade de uva que se adapte melhor às peculiaridades do clima. fonte: 
    fonte: FINEP –http://www.finep.gov.br/imprensa/revista/segunda_edicao/05_Brasil inova na produção de vinhos tropicais.pdf
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    Globo Reporter Vinho & Saude 17.12.2010 parte 04 http://www.tamoligado.net
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  22. O pessoal para o trabalho na indústria do vinho, sobretudo os enólogos, é recrutado no Sul do país e até mesmo no exterior e, recentemente, vem sendo formado na própria região. Para as atividades de campo, devido ao fato de no local existir o grande polo nacional de fruticultura irrigada, inclusive de produção de uva, encontra-se com facilidade mão-de-obra especializada para cada etapa do processo produtivo (CAVALCANTI et al., 2008) e também diferenciada por gênero para as diferentes tarefas. (CAVALCANTI; SILVA, 2008). A contratação é feita diretamente pelas empresas ou com a intermediação de empreiteiros. O sindicato de trabalhadores rurais tem exercido forte presença na fiscalização das condições de trabalho e na negociação salarial, por meio de dissídios coletivos, e também na regularização de direitos trabalhistas.

  23. A existência de vinícolas no Vale do Rio São Francisco, região do semi-árido, seria encarada anos atrás como uma espécie de lenda, um mito, como o Nego d´água, a Rasga Mortalha e a Mãe da Lua, esses personagens que habitam a memória dos antigos moradores das barrancas do rio. Mas de fato elas existem, as primeiras instalaram-se nos anos 80 na região, próximas à cidade de Petrolina, no estado de Pernambuco, favorecidas por um projeto de irrigação utilizando as águas do Velho Chico.” – Matéria no Estadão, fonte: http://blogs.estadao.com.br/olhar-sobre-o-mundo/vale-do-sao-francisco/

  24. Enquetesobre “..
    como o Nego d´água, a Rasga Mortalha e a Mãe da Lua, esses personagens que habitam a memória dos antigos moradores das barrancas do rio..” – alguém saberia me contar algo sobre estas lendas? – incluir enquete Facebook
    link para fan page – https://www.facebook.com/baconostropicos
  25. Por que o desenvolvimento rural sustentável?

    Desenvolvimento rural sustentável representa um esforço em reunir aspectos complementares do processo de desenvolvimento, com foco na equidade socialeconômica e ambiental. Neste contexto, o diálogo entre diferentes áreas de intervenção pública é primordial. Há um crescente interesse em abordagens multi-dimensionais como caminhos indispensáveis para enfrentar os desafios atuais do planeta.Nossa principal preocupação é analisar a inter-secções no âmbito de políticas que permitam um impacto mais amplo e mais coordenado na vida das pessoas, especialmente de grupos marginalizados. Assim, as políticas que conciliam diversas agendas, tais como gênero e mudança climáticapobreza e meio ambienteinclusão produtiva e de distribuição de alimentos, estão no cerne de nossas atividades. – Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo.

  26. A Região

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  28. A História das Vinícolas

    Com 800 hectares de uvas viníferas, o Vale do São Francisco responde por 30% da produção nacional. Das 12 vitivinícolas instaladas na região, 11 são de Pernambuco. É a única área vinícola do mundo situada em clima semi-árido. O mérito é do enólogo gaúcho Ineldo Tedesco, que desembarcou no Sertão pernambucano, nos anos 80, com a missão de produzir vinhos no Vale do São Francisco. Enólogo, descendente de imigrantes italianos com tradição no cultivo de uvas viníferas e produção artesanal de vinhos na região do Rio Grande do Sul, trabalhou em vinícolas como: Cooperativa Tamandaré, Heublein do Brasil e Maison Forestier. Sendo nesta última, em 1984 que testou uvas do Vale do São Francisco elaborando vinhos que comprovaram as excelentes qualidades da região,demonstrando a tendência de um futuro pólo vitivinícola. A partir daí, formou-se uma parceria entre Maison Forestier e a Fazenda Milano-Santa Maria da Boa Vista-PE, sendo Tedesco transferido para prestar assistência técnica na elaboração dos vinhos.

    ANOS 80
    Fundada em 1984, a vinícola Vale do São Francisco originou-se do primeiro projeto de irrigação do Vale do São Francisco implantado em 1972 , idealizado por Sr Francesco Pérsico e implantado por Jose Gualberto Almeida: a Fazenda Milano colocou sua primeira marca no mercado, “VINHAS DA MILANO”. Vinho Assemblage com a extraordinária adaptação dos varietais introduzidos. E, em 1985, produziu e lançou no mercado do Nordeste o primeiro vinho do Vale do São Francisco, chamado Vinhas da Milano, atualmente Botticelli.A VVSF lançou a marca Botticelli em 1986, composta por vinhos100% varietais. Em 1989 a primeira grande conquista, o CABERNET SAUVIGNON foi considerado o melhor tinto Nacional, logo em seguida o Chenin Blanc obteve no mesmo concurso a segunda colocação entre os brancos, sinal que o trabalho estava orientado de maneira correta. 

    ANOS 90
    A década de 90 reservava algumas surpresas para a vitivinicultura nacional, porem a VVSF consegue estabelecer-se e transformar a marca Botticelli em uma das mais importantes do Brasil. A pesquisa continuava sem parar, com varietais de todo mundo, procurando novos lançamentos para o mercado. Em 1991, adquiriu juntamente com sua esposa, Izanete Bianchetti Tedesco, também enóloga, uma propriedade em Lagoa Grande-PE, onde em 1993, iniciaram o plantio de uvas de mesa. Em 1995, plantaram uvas viníferas e, em 1998 foi elaborado e lançado no mercado o primeiro vinho com a marca BIANCHETTI, um tinto fino seco Cabernet Sauvignon, sendo a concretização do sonho do casal de enólogos.

    ANO 2000
    Quase dez anos depois lançamos excelentes novidades: em 2002 O Asti Botticelli e o Primeiro da linha COLEÇÃO Petite Syrah. Em 2003 gratas surpresas: RUBY CABERNET e TANNAT, dois vinhos que vieram ratificar a condição de pioneirismo e o compromisso da pesquisa contínua, já em 2004 o lançamento do espumante BRUT BOTTICELLI. Em 2008 serão mais quatro lançamentos, uma linha de vinhos de assemblage, composta por três vinhos e mais um Cabernet Sauvignon Premium. 

    ANO 2010

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    TV Experimentare Gastronomia apresenta – Vinícola Botticelli – Vale do São Francisco
  30. A Tecnologia

  31. Os Dados

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    Dia de Campo na TV – Vinhos tropicais: produção e qualidade
  33. Os Trabalhadores Rurais

    A partir da construção de uma rodovia de 72 km, que vai de Lagoa Grande a Santa Maria da Boa Vista, o pólo atraiu olhares dos investidores. A idealização da bianual Festa da Uva e do Vinho, em Lagoa Grande, também traz empresários para a região, inclusive estrangeiros. Tradicionais produtores de vinhos, como franceses (Ducos), portugueses (Dão) e italianos (Sereníssima), trataram de garantir seus quinhões de terra na região. Em duas décadas de atividade, a região se transformou no segundo pólo de vinhos do Brasil. Produzindo cerca de 12 milhões de litros de vinhos finos, o Vale fatura R$ 30 milhões por ano e gera 2,4 mil empregos, o que mudou a vida da população local, principalmente das mulheres.  
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  35. As Curiosidades

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  37. Share
    Rural Meio-Dia – 21 02 2012 – Escola de samba conta a historia do vinho … – http://tinyurl.com/7f5cmky #clicRBS
  38. Você pode ajudar a contar mais histórias. Apoie o projeto

     direcionar para crowdfunding

  39. A Cultura – Manifestações Populares, Tradições, Dança, Música, Literatura

  40. A Gastronomia da região

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    Leciane Lima – Culinária Regional Bode ao Vinho
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BACCHUS IN TROPICS – THE WINE WOMEN WORKERS IN SÃO FRANCISCO VALLEY – BRAZIL

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  2. “Tratar” o cacho de uva é tarefa feminina, pois à mulher cabe a “delicadeza de gestos” e o “senso estético” necessários à produção da uva que responde aos padrões de qualidade requeridos. fonte: GLOBALIZAÇÃO, ESTRATÉGIAS PRODUTIVAS E O TRABALHO DE HOMENS E MULHERES NA FRUTICULTURA DE EXPORTAÇÃO : O caso do Vale do São Francisco Josefa Salete Barbosa Cavalcanti Ana Cristina Belo da Silva
  3. Apreciações sobre as diferenças entre trabalhos de homens e de mulheres são confirmadas nas falas abaixo: O trabalho dos homens é mais difícil e pesado, não de-sejo fazer o trabalho dos homens de jeito nenhum, e só faria se não tivesse outro jeito. A mulher é que nem o povo diz, a mu-lher é mais fraca mesmo e o homem tem mais possibilidade de trabalhar. (Joana, 22 anos, solteira).
  4. Pernambuco – “observa-se divisão sexual do trabalho, segundo a qual, aos homens são reservadas as tarefas na cultura da manga, enquanto as mulheres são as preferidas para a produção de uvas. Apoiando-se em uma divisão do trabalho doméstico, baseada nas relações de gênero, os empresários se utilizaram de tais características na hora de recrutar a mão de obra para a fruticultura (Lara, 1998; Cavalcanti & Bendini, 2001; Cavalcanti et al., 1998).” 
    fonte: GLOBALIZAÇÃO DA AGRICULTURA E MUDANÇAS NO MUNDO DO TRABALHO: os Trabalhadores Rurais no Vale do São Francisco Victor de Oliveira Rodrigues 1 ; Drª Josefa Salete Barbosa Cavalcanti 2 ; 
  5. “A introdução de novos recursos tecnológicos tem provocado mudanças em todo o setor, porém mais especialmente na área destinada às mulheres. O raleio, por exemplo, desaparece com a introdução de uma nova variedade, mais ao gosto do consumidor do norte, que é a uva sem sementes. A introdução do pente aumenta a quantidade de cachos que podem ser limpos em mais que o dobro. A irrigação controlada por computador pode ser feita por um homem na metade de seu tempo de trabalho, ao invés de quatro homens em tempo integral com o equipamento tradicional. A fertirrigação, colocação do adubo diretamente na água, método possível com o sistema de micro-aspersão, elimina a participação do funcio-nário que faria a adubação. Experiências similares têm lugar na produção de pêras e maçãs no Alto Valle Argentino; com a in-trodução do computador foram reduzidas as tarefas tradicionalmente realizadas por mulheres (Bendini, 1996)…
    No desenvolvimento do Vale destacam-se a eficiência tecnológica, a competitividade de suas condições naturais e o seu impacto na geração de empregos, ainda que a sua maior influência esteja na geração de empregos indiretos. Entretanto, não há números e estatísticas confiáveis sobre empregos gerados; instituições de planejamento, serviços de fiscalização do Ministério do Trabalho e mesmo os órgãos de representação dos trabalhadores não conseguem ter um quadro real ou aproximado da situação; os números variam entre 30.000 e 60.000. Mas, as mudanças contribuem para a redução do número de pessoas ocupadas por ha, pois, conforme observação no campo, há casos e experiências que tendem a reverter os números. O certo é que, se no início da modernização da região falava-se de 6 pessoas ocupadas por ha., hoje este número tende a ser reduzido a duas pessoas, entre homens e mulheres, por ha. Isto é particularmente crítico no emprego das mulheres pela especificidade do  
    atendimento da qualidade dos produtos nas tarefas de raleio das uvas e seleção e embalagem de mangas, por exemplo. …as mulheres são mais aptas a executar tarefas que tenham como fim a produção de uvas para exportação, de acordo com padrões internacionais prefixados, pressupõe o reconhecimento de que o trabalho femi-nino é qualificado, já que para garantir um produto final bem acabado, seria requerida uma qualificação que deveria ser dis-tinguida e adequadamente remunerada. Do mesmo modo, aplicar agrotóxicos só é possível com conhecimento específico. Os salários, entretanto, em Petrolina, são unificados para todos os trabalhadores, independente da tarefa a ser executada.

    fonte: GLOBALIZAÇÃO, ESTRATÉGIAS PRODUTIVAS E O TRABALHO DE HOMENS E MULHERES NA FRUTICULTURA DE EXPORTAÇÃO : O caso do Vale do São Francisco Josefa Salete Barbosa Cavalcanti Ana Cristina Belo da Silva 

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  7. Este evento de 2004 mostra que a região vêm investindo em melhorar a qualidade de seus vinhos e aperfeiçoar técnicas de produção.
  8. The Rural Women Worker’s Movement of Sertão Central de Pernambuco was created in 1982 and is made up of rural women workers, those who run small plots land and those without land, who organized in grassroots groups in rural communities in twelve municipalities – Calumbi, Cedro, Custódia, Flores, Mirandiba, Santa Cruz da Baiza Verde, Salgueiro, São José do Belmonte, Serra Talhada, Serrita, Triunfo e Terra Nova – in the micro-region of Pólo Sertão Central de Pernambuco, in the semi-arid area of Brazil. The movement was pioneered by the rural women’s organization, and as a result, over the last 24 years, there has been an exchange of experiences between North and Northeast Brazil, thus contributing to the organization of other groups of rural women in those regions, as well as in other countries. As women organized in a group, they discuss their problems as women and as workers. The movement is a space for reflection, organizing and action, addressing themes specific to women and women workers, such as: gender and sexuality, violence, self-esteem, organizing, management, sustainable agriculture, improvement of agricultural products, desertification, drought, environment, with particular concern regarding water, family agriculture, raising small animals, and popular medicine. –  FONTE: 
    https://grants.globalfundforwomen.org/GFWSearch/index.php?id=31656 
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    Depoimento Josivânia Souza
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    “O segredo para ser feliz é fazer o que você gosta e se identifica” – Josivânia Ribeiro Cruz Souza, de 30 anos, é aquela mulher “arretada” que tem mil atividades por dia. Ela vai frequentemente para a cidade de São José do Belmonte (PE), onde trabalha no Sindicato dos Trabalhadores Rurais e também para Serra Talhada, onde se encontra com o Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais do Sertão Centr…al. A líder do Movimento de Mulheres é a primeira filha de 4 irmãos, nascida na comunidade de Malhada Vermelha, zona rural da região, que desde pequena trabalha na roça com os pais. Casou-se aos 21 anos com Pedro, um antigo namorado de sua tia por quem se apaixonou e teve 1 filha, Larissa. Passado alguns anos, associou-se ao sindicato e teve total apoio do marido. Um ano após ter ingressado no sindicato, foi eleita secretária de organização e formação. Conheceu Vanete Almeida, liderança da região, que a despertou para a questão social. Dessa forma, começou o trabalho com o Movimento de Mulheres. Foi Vânia quem ajudou e orientou o primeiro grupo de mulheres trabalhadoras rurais a se unir para comprar um pedaço de terra; elas se chamam de Associação de Mulheres Disciplinadas de Baixa Verde. Esse grupo de sete mulheres estava construindo suas próprias casas na terra onde logo iria morar. Vânia sabe que as dificuldades do trabalho no campo são muitas, mas enfrenta essa questão porque gosta do ofício e com essa força, Vânia é uma referência para as mulheres da região. http://pinterest.com/pin/210613720044016925/Ver mais
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  14. No Brasil, como o alistamento militar é obrigatório para os homens aos 18 anos, eles adquirem os documentos civis mais cedo do que as mulheres. Além disso, na área rural, devido às migrações de uma região para outra, os homens possuem mais documentos do que as mulheres. As constantes viagens para o Sudeste do país em busca de trabalho eram um fator determinante para que os homens adquirissem os documentos. Quem fosse para São Paulo ou Rio de Janeiro sabia que, além do título de eleitor e da certidão de reservista, era necessário providenciar as carteiras de identidade e de trabalho.
    A ausência de documentos torna mais grave a privação material e social e é responsável por uma série de sofrimentos, constrangimentos aos quais as mulheres são submetidas quando elas se deparam com os mecanismos regulamentadores dos processos de natalidade, fecundidade, longevidade e mortalidade. Vale salientar, contudo, que as mulheres não aceitam com passividade esses mecanismos; elas resistem, pressionam, buscam saídas e inventam estratégias.Com a conquista de direitos sociais e a municipalização das políticas sociais, a partir do final década de 1980, as mulheres rurais passaram a lidar mais diretamente com as exigências legais de documentação civil e profissional para terem acesso a políticas e programas sociais.
    fonte: Vida de agricultoras e histórias de documentos no Sertão Central de Pernambuco, Rosineide de L. Meira Cordeiro, Universidade Federal de Pernambuco – http://dx.doi.org/10.1590/S0104-026X2007000200012
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    analisar as dificuldades e as estratégias que as mulheres utilizam para cumprirem as exigências legais de comprovação do trabalho na agricultura familiar através de documentos civis e profissionais
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  17. BRASIL INOVA NA PRODUÇÃO DE VINHOS TROPICAIS
    Graças ao clima quente e seco do Nordeste,a colheita da uva acontece o ano todo, ao contrário das regiões mais frias e tradicionais de cultivo, onde há apenas uma safra por ano.Por se tratar de uma experiência única, a produção de vinho na Região de Petrolina (PE) é hoje uma referência mundial, mas ainda assimnão cessaram os investimentos em pesquisa ea busca de uma variedade de uva que se adapte melhor às peculiaridades do clima. fonte: 
    fonte: FINEP –http://www.finep.gov.br/imprensa/revista/segunda_edicao/05_Brasil inova na produção de vinhos tropicais.pdf
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    Globo Reporter Vinho & Saude 17.12.2010 parte 04 http://www.tamoligado.net
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  20. O pessoal para o trabalho na indústria do vinho, sobretudo os enólogos, é recrutado no Sul do país e até mesmo no exterior e, recentemente, vem sendo formado na própria região. Para as atividades de campo, devido ao fato de no local existir o grande polo nacional de fruticultura irrigada, inclusive de produção de uva, encontra-se com facilidade mão-de-obra especializada para cada etapa do processo produtivo (CAVALCANTI et al., 2008) e também diferenciada por gênero para as diferentes tarefas. (CAVALCANTI; SILVA, 2008). A contratação é feita diretamente pelas empresas ou com a intermediação de empreiteiros. O sindicato de trabalhadores rurais tem exercido forte presença na fiscalização das condições de trabalho e na negociação salarial, por meio de dissídios coletivos, e também na regularização de direitos trabalhistas.

  21. A existência de vinícolas no Vale do Rio São Francisco, região do semi-árido, seria encarada anos atrás como uma espécie de lenda, um mito, como o Nego d´água, a Rasga Mortalha e a Mãe da Lua, esses personagens que habitam a memória dos antigos moradores das barrancas do rio. Mas de fato elas existem, as primeiras instalaram-se nos anos 80 na região, próximas à cidade de Petrolina, no estado de Pernambuco, favorecidas por um projeto de irrigação utilizando as águas do Velho Chico.” – Matéria no Estadão, fonte: http://blogs.estadao.com.br/olhar-sobre-o-mundo/vale-do-sao-francisco/

  22. Enquetesobre “..
    como o Nego d´água, a Rasga Mortalha e a Mãe da Lua, esses personagens que habitam a memória dos antigos moradores das barrancas do rio..” – alguém saberia me contar algo sobre estas lendas? – incluir enquete Facebook
    link para fan page – https://www.facebook.com/baconostropicos
  23. Por que o desenvolvimento rural sustentável?

    Desenvolvimento rural sustentável representa um esforço em reunir aspectos complementares do processo de desenvolvimento, com foco na equidade socialeconômica e ambiental. Neste contexto, o diálogo entre diferentes áreas de intervenção pública é primordial. Há um crescente interesse em abordagens multi-dimensionais como caminhos indispensáveis para enfrentar os desafios atuais do planeta.Nossa principal preocupação é analisar a inter-secções no âmbito de políticas que permitam um impacto mais amplo e mais coordenado na vida das pessoas, especialmente de grupos marginalizados. Assim, as políticas que conciliam diversas agendas, tais como gênero e mudança climáticapobreza e meio ambienteinclusão produtiva e de distribuição de alimentos, estão no cerne de nossas atividades. – Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo.

  24. A Região

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  26. A História das Vinícolas

    Com 800 hectares de uvas viníferas, o Vale do São Francisco responde por 30% da produção nacional. Das 12 vitivinícolas instaladas na região, 11 são de Pernambuco. É a única área vinícola do mundo situada em clima semi-árido. O mérito é do enólogo gaúcho Ineldo Tedesco, que desembarcou no Sertão pernambucano, nos anos 80, com a missão de produzir vinhos no Vale do São Francisco. Enólogo, descendente de imigrantes italianos com tradição no cultivo de uvas viníferas e produção artesanal de vinhos na região do Rio Grande do Sul, trabalhou em vinícolas como: Cooperativa Tamandaré, Heublein do Brasil e Maison Forestier. Sendo nesta última, em 1984 que testou uvas do Vale do São Francisco elaborando vinhos que comprovaram as excelentes qualidades da região,demonstrando a tendência de um futuro pólo vitivinícola. A partir daí, formou-se uma parceria entre Maison Forestier e a Fazenda Milano-Santa Maria da Boa Vista-PE, sendo Tedesco transferido para prestar assistência técnica na elaboração dos vinhos.

    ANOS 80
    Fundada em 1984, a vinícola Vale do São Francisco originou-se do primeiro projeto de irrigação do Vale do São Francisco implantado em 1972 , idealizado por Sr Francesco Pérsico e implantado por Jose Gualberto Almeida: a Fazenda Milano colocou sua primeira marca no mercado, “VINHAS DA MILANO”. Vinho Assemblage com a extraordinária adaptação dos varietais introduzidos. E, em 1985, produziu e lançou no mercado do Nordeste o primeiro vinho do Vale do São Francisco, chamado Vinhas da Milano, atualmente Botticelli.A VVSF lançou a marca Botticelli em 1986, composta por vinhos100% varietais. Em 1989 a primeira grande conquista, o CABERNET SAUVIGNON foi considerado o melhor tinto Nacional, logo em seguida o Chenin Blanc obteve no mesmo concurso a segunda colocação entre os brancos, sinal que o trabalho estava orientado de maneira correta. 

    ANOS 90
    A década de 90 reservava algumas surpresas para a vitivinicultura nacional, porem a VVSF consegue estabelecer-se e transformar a marca Botticelli em uma das mais importantes do Brasil. A pesquisa continuava sem parar, com varietais de todo mundo, procurando novos lançamentos para o mercado. Em 1991, adquiriu juntamente com sua esposa, Izanete Bianchetti Tedesco, também enóloga, uma propriedade em Lagoa Grande-PE, onde em 1993, iniciaram o plantio de uvas de mesa. Em 1995, plantaram uvas viníferas e, em 1998 foi elaborado e lançado no mercado o primeiro vinho com a marca BIANCHETTI, um tinto fino seco Cabernet Sauvignon, sendo a concretização do sonho do casal de enólogos.

    ANO 2000
    Quase dez anos depois lançamos excelentes novidades: em 2002 O Asti Botticelli e o Primeiro da linha COLEÇÃO Petite Syrah. Em 2003 gratas surpresas: RUBY CABERNET e TANNAT, dois vinhos que vieram ratificar a condição de pioneirismo e o compromisso da pesquisa contínua, já em 2004 o lançamento do espumante BRUT BOTTICELLI. Em 2008 serão mais quatro lançamentos, uma linha de vinhos de assemblage, composta por três vinhos e mais um Cabernet Sauvignon Premium. 

    ANO 2010

  27. Share
    TV Experimentare Gastronomia apresenta – Vinícola Botticelli – Vale do São Francisco
  28. A Tecnologia

  29. Os Dados

  30. Share
    Dia de Campo na TV – Vinhos tropicais: produção e qualidade
  31. Os Trabalhadores Rurais

    A partir da construção de uma rodovia de 72 km, que vai de Lagoa Grande a Santa Maria da Boa Vista, o pólo atraiu olhares dos investidores. A idealização da bianual Festa da Uva e do Vinho, em Lagoa Grande, também traz empresários para a região, inclusive estrangeiros. Tradicionais produtores de vinhos, como franceses (Ducos), portugueses (Dão) e italianos (Sereníssima), trataram de garantir seus quinhões de terra na região. Em duas décadas de atividade, a região se transformou no segundo pólo de vinhos do Brasil. Produzindo cerca de 12 milhões de litros de vinhos finos, o Vale fatura R$ 30 milhões por ano e gera 2,4 mil empregos, o que mudou a vida da população local, principalmente das mulheres.  
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  33. As Curiosidades

  34. Share
  35. Share
    Rural Meio-Dia – 21 02 2012 – Escola de samba conta a historia do vinho … – http://tinyurl.com/7f5cmky #clicRBS
  36. Você pode ajudar a contar mais histórias. Apoie o projeto

     direcionar para crowdfunding

  37. A Cultura – Manifestações Populares, Tradições, Dança, Música, Literatura

  38. A Gastronomia da região

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    Leciane Lima – Culinária Regional Bode ao Vinho
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BACCHUS IN TROPICS – THE WINE WOMEN WORKERS IN SÃO FRANCISCO VALLEY – BRAZIL

  1. The Rural Women Worker’s Movement of Sertão Central de Pernambuco was created in 1982 and is made up of rural women workers, those who run small plots land and those without land, who organized in grassroots groups in rural communities in twelve municipalities – Calumbi, Cedro, Custódia, Flores, Mirandiba, Santa Cruz da Baiza Verde, Salgueiro, São José do Belmonte, Serra Talhada, Serrita, Triunfo e Terra Nova – in the micro-region of Pólo Sertão Central de Pernambuco, in the semi-arid area of Brazil. The movement was pioneered by the rural women’s organization, and as a result, over the last 24 years, there has been an exchange of experiences between North and Northeast Brazil, thus contributing to the organization of other groups of rural women in those regions, as well as in other countries. As women organized in a group, they discuss their problems as women and as workers. The movement is a space for reflection, organizing and action, addressing themes specific to women and women workers, such as: gender and sexuality, violence, self-esteem, organizing, management, sustainable agriculture, improvement of agricultural products, desertification, drought, environment, with particular concern regarding water, family agriculture, raising small animals, and popular medicine. –  FONTE: 
    https://grants.globalfundforwomen.org/GFWSearch/index.php?id=31656 
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    Depoimento Josivânia Souza
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    “O segredo para ser feliz é fazer o que você gosta e se identifica” – Josivânia Ribeiro Cruz Souza, de 30 anos, é aquela mulher “arretada” que tem mil atividades por dia. Ela vai frequentemente para a cidade de São José do Belmonte (PE), onde trabalha no Sindicato dos Trabalhadores Rurais e também para Serra Talhada, onde se encontra com o Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais do Sertão Centr…al. A líder do Movimento de Mulheres é a primeira filha de 4 irmãos, nascida na comunidade de Malhada Vermelha, zona rural da região, que desde pequena trabalha na roça com os pais. Casou-se aos 21 anos com Pedro, um antigo namorado de sua tia por quem se apaixonou e teve 1 filha, Larissa. Passado alguns anos, associou-se ao sindicato e teve total apoio do marido. Um ano após ter ingressado no sindicato, foi eleita secretária de organização e formação. Conheceu Vanete Almeida, liderança da região, que a despertou para a questão social. Dessa forma, começou o trabalho com o Movimento de Mulheres. Foi Vânia quem ajudou e orientou o primeiro grupo de mulheres trabalhadoras rurais a se unir para comprar um pedaço de terra; elas se chamam de Associação de Mulheres Disciplinadas de Baixa Verde. Esse grupo de sete mulheres estava construindo suas próprias casas na terra onde logo iria morar. Vânia sabe que as dificuldades do trabalho no campo são muitas, mas enfrenta essa questão porque gosta do ofício e com essa força, Vânia é uma referência para as mulheres da região. http://pinterest.com/pin/210613720044016925/Ver mais
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  7. No Brasil, como o alistamento militar é obrigatório para os homens aos 18 anos, eles adquirem os documentos civis mais cedo do que as mulheres. Além disso, na área rural, devido às migrações de uma região para outra, os homens possuem mais documentos do que as mulheres. As constantes viagens para o Sudeste do país em busca de trabalho eram um fator determinante para que os homens adquirissem os documentos. Quem fosse para São Paulo ou Rio de Janeiro sabia que, além do título de eleitor e da certidão de reservista, era necessário providenciar as carteiras de identidade e de trabalho.
    A ausência de documentos torna mais grave a privação material e social e é responsável por uma série de sofrimentos, constrangimentos aos quais as mulheres são submetidas quando elas se deparam com os mecanismos regulamentadores dos processos de natalidade, fecundidade, longevidade e mortalidade. Vale salientar, contudo, que as mulheres não aceitam com passividade esses mecanismos; elas resistem, pressionam, buscam saídas e inventam estratégias.Com a conquista de direitos sociais e a municipalização das políticas sociais, a partir do final década de 1980, as mulheres rurais passaram a lidar mais diretamente com as exigências legais de documentação civil e profissional para terem acesso a políticas e programas sociais.
    fonte: Vida de agricultoras e histórias de documentos no Sertão Central de Pernambuco, Rosineide de L. Meira Cordeiro, Universidade Federal de Pernambuco – http://dx.doi.org/10.1590/S0104-026X2007000200012
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    analisar as dificuldades e as estratégias que as mulheres utilizam para cumprirem as exigências legais de comprovação do trabalho na agricultura familiar através de documentos civis e profissionais
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  10. BRASIL INOVA NA PRODUÇÃO DE VINHOS TROPICAIS
    Graças ao clima quente e seco do Nordeste,a colheita da uva acontece o ano todo, ao contrário das regiões mais frias e tradicionais de cultivo, onde há apenas uma safra por ano.Por se tratar de uma experiência única, a produção de vinho na Região de Petrolina (PE) é hoje uma referência mundial, mas ainda assimnão cessaram os investimentos em pesquisa ea busca de uma variedade de uva que se adapte melhor às peculiaridades do clima. fonte: 
    fonte: FINEP –http://www.finep.gov.br/imprensa/revista/segunda_edicao/05_Brasil inova na produção de vinhos tropicais.pdf
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    Globo Reporter Vinho & Saude 17.12.2010 parte 04 http://www.tamoligado.net
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  13. O pessoal para o trabalho na indústria do vinho, sobretudo os enólogos, é recrutado no Sul do país e até mesmo no exterior e, recentemente, vem sendo formado na própria região. Para as atividades de campo, devido ao fato de no local existir o grande polo nacional de fruticultura irrigada, inclusive de produção de uva, encontra-se com facilidade mão-de-obra especializada para cada etapa do processo produtivo (CAVALCANTI et al., 2008) e também diferenciada por gênero para as diferentes tarefas. (CAVALCANTI; SILVA, 2008). A contratação é feita diretamente pelas empresas ou com a intermediação de empreiteiros. O sindicato de trabalhadores rurais tem exercido forte presença na fiscalização das condições de trabalho e na negociação salarial, por meio de dissídios coletivos, e também na regularização de direitos trabalhistas.

  14. A existência de vinícolas no Vale do Rio São Francisco, região do semi-árido, seria encarada anos atrás como uma espécie de lenda, um mito, como o Nego d´água, a Rasga Mortalha e a Mãe da Lua, esses personagens que habitam a memória dos antigos moradores das barrancas do rio. Mas de fato elas existem, as primeiras instalaram-se nos anos 80 na região, próximas à cidade de Petrolina, no estado de Pernambuco, favorecidas por um projeto de irrigação utilizando as águas do Velho Chico.” – Matéria no Estadão, fonte: http://blogs.estadao.com.br/olhar-sobre-o-mundo/vale-do-sao-francisco/

  15. Enquetesobre “..
    como o Nego d´água, a Rasga Mortalha e a Mãe da Lua, esses personagens que habitam a memória dos antigos moradores das barrancas do rio..” – alguém saberia me contar algo sobre estas lendas? – incluir enquete Facebook
    link para fan page – https://www.facebook.com/baconostropicos
  16. Por que o desenvolvimento rural sustentável?

    Desenvolvimento rural sustentável representa um esforço em reunir aspectos complementares do processo de desenvolvimento, com foco na equidade socialeconômica e ambiental. Neste contexto, o diálogo entre diferentes áreas de intervenção pública é primordial. Há um crescente interesse em abordagens multi-dimensionais como caminhos indispensáveis para enfrentar os desafios atuais do planeta.Nossa principal preocupação é analisar a inter-secções no âmbito de políticas que permitam um impacto mais amplo e mais coordenado na vida das pessoas, especialmente de grupos marginalizados. Assim, as políticas que conciliam diversas agendas, tais como gênero e mudança climáticapobreza e meio ambienteinclusão produtiva e de distribuição de alimentos, estão no cerne de nossas atividades. – Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo.

  17. A Região

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  19. A História das Vinícolas

    Com 800 hectares de uvas viníferas, o Vale do São Francisco responde por 30% da produção nacional. Das 12 vitivinícolas instaladas na região, 11 são de Pernambuco. É a única área vinícola do mundo situada em clima semi-árido. O mérito é do enólogo gaúcho Ineldo Tedesco, que desembarcou no Sertão pernambucano, nos anos 80, com a missão de produzir vinhos no Vale do São Francisco. Enólogo, descendente de imigrantes italianos com tradição no cultivo de uvas viníferas e produção artesanal de vinhos na região do Rio Grande do Sul, trabalhou em vinícolas como: Cooperativa Tamandaré, Heublein do Brasil e Maison Forestier. Sendo nesta última, em 1984 que testou uvas do Vale do São Francisco elaborando vinhos que comprovaram as excelentes qualidades da região,demonstrando a tendência de um futuro pólo vitivinícola. A partir daí, formou-se uma parceria entre Maison Forestier e a Fazenda Milano-Santa Maria da Boa Vista-PE, sendo Tedesco transferido para prestar assistência técnica na elaboração dos vinhos.

    ANOS 80
    Fundada em 1984, a vinícola Vale do São Francisco originou-se do primeiro projeto de irrigação do Vale do São Francisco implantado em 1972 , idealizado por Sr Francesco Pérsico e implantado por Jose Gualberto Almeida: a Fazenda Milano colocou sua primeira marca no mercado, “VINHAS DA MILANO”. Vinho Assemblage com a extraordinária adaptação dos varietais introduzidos. E, em 1985, produziu e lançou no mercado do Nordeste o primeiro vinho do Vale do São Francisco, chamado Vinhas da Milano, atualmente Botticelli.A VVSF lançou a marca Botticelli em 1986, composta por vinhos100% varietais. Em 1989 a primeira grande conquista, o CABERNET SAUVIGNON foi considerado o melhor tinto Nacional, logo em seguida o Chenin Blanc obteve no mesmo concurso a segunda colocação entre os brancos, sinal que o trabalho estava orientado de maneira correta. 

    ANOS 90
    A década de 90 reservava algumas surpresas para a vitivinicultura nacional, porem a VVSF consegue estabelecer-se e transformar a marca Botticelli em uma das mais importantes do Brasil. A pesquisa continuava sem parar, com varietais de todo mundo, procurando novos lançamentos para o mercado. Em 1991, adquiriu juntamente com sua esposa, Izanete Bianchetti Tedesco, também enóloga, uma propriedade em Lagoa Grande-PE, onde em 1993, iniciaram o plantio de uvas de mesa. Em 1995, plantaram uvas viníferas e, em 1998 foi elaborado e lançado no mercado o primeiro vinho com a marca BIANCHETTI, um tinto fino seco Cabernet Sauvignon, sendo a concretização do sonho do casal de enólogos.

    ANO 2000
    Quase dez anos depois lançamos excelentes novidades: em 2002 O Asti Botticelli e o Primeiro da linha COLEÇÃO Petite Syrah. Em 2003 gratas surpresas: RUBY CABERNET e TANNAT, dois vinhos que vieram ratificar a condição de pioneirismo e o compromisso da pesquisa contínua, já em 2004 o lançamento do espumante BRUT BOTTICELLI. Em 2008 serão mais quatro lançamentos, uma linha de vinhos de assemblage, composta por três vinhos e mais um Cabernet Sauvignon Premium. 

    ANO 2010

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    TV Experimentare Gastronomia apresenta – Vinícola Botticelli – Vale do São Francisco
  21. A Tecnologia

  22. Os Dados

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    Dia de Campo na TV – Vinhos tropicais: produção e qualidade
  24. Os Trabalhadores Rurais

    A partir da construção de uma rodovia de 72 km, que vai de Lagoa Grande a Santa Maria da Boa Vista, o pólo atraiu olhares dos investidores. A idealização da bianual Festa da Uva e do Vinho, em Lagoa Grande, também traz empresários para a região, inclusive estrangeiros. Tradicionais produtores de vinhos, como franceses (Ducos), portugueses (Dão) e italianos (Sereníssima), trataram de garantir seus quinhões de terra na região. Em duas décadas de atividade, a região se transformou no segundo pólo de vinhos do Brasil. Produzindo cerca de 12 milhões de litros de vinhos finos, o Vale fatura R$ 30 milhões por ano e gera 2,4 mil empregos, o que mudou a vida da população local, principalmente das mulheres.  
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  26. As Curiosidades

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    Rural Meio-Dia – 21 02 2012 – Escola de samba conta a historia do vinho … – tinyurl.com/7f5cmky #clicRBS
  29. Você pode ajudar a contar mais histórias. Apoie o projeto

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  30. A Cultura – Manifestações Populares, Tradições, Dança, Música, Literatura

  31. A Gastronomia da região

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    Leciane Lima – Culinária Regional Bode ao Vinho
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BACCHUS IN TROPICS – THE WINE WOMEN WORKERS IN SÃO FRANCISCO VALLEY – BRAZIL

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    “O segredo para ser feliz é fazer o que você gosta e se identifica” – Josivânia Ribeiro Cruz Souza, de 30 anos, é aquela mulher “arretada” que tem mil atividades por dia. Ela vai frequentemente para a cidade de São José do Belmonte (PE), onde trabalha no Sindicato dos Trabalhadores Rurais e também para Serra Talhada, onde se encontra com o Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais do Sertão Centr…al. A líder do Movimento de Mulheres é a primeira filha de 4 irmãos, nascida na comunidade de Malhada Vermelha, zona rural da região, que desde pequena trabalha na roça com os pais. Casou-se aos 21 anos com Pedro, um antigo namorado de sua tia por quem se apaixonou e teve 1 filha, Larissa. Passado alguns anos, associou-se ao sindicato e teve total apoio do marido. Um ano após ter ingressado no sindicato, foi eleita secretária de organização e formação. Conheceu Vanete Almeida, liderança da região, que a despertou para a questão social. Dessa forma, começou o trabalho com o Movimento de Mulheres. Foi Vânia quem ajudou e orientou o primeiro grupo de mulheres trabalhadoras rurais a se unir para comprar um pedaço de terra; elas se chamam de Associação de Mulheres Disciplinadas de Baixa Verde. Esse grupo de sete mulheres estava construindo suas próprias casas na terra onde logo iria morar. Vânia sabe que as dificuldades do trabalho no campo são muitas, mas enfrenta essa questão porque gosta do ofício e com essa força, Vânia é uma referência para as mulheres da região. http://pinterest.com/pin/210613720044016925/Ver mais
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  4. No Brasil, como o alistamento militar é obrigatório para os homens aos 18 anos, eles adquirem os documentos civis mais cedo do que as mulheres. Além disso, na área rural, devido às migrações de uma região para outra, os homens possuem mais documentos do que as mulheres. As constantes viagens para o Sudeste do país em busca de trabalho eram um fator determinante para que os homens adquirissem os documentos. Quem fosse para São Paulo ou Rio de Janeiro sabia que, além do título de eleitor e da certidão de reservista, era necessário providenciar as carteiras de identidade e de trabalho.
    A ausência de documentos torna mais grave a privação material e social e é responsável por uma série de sofrimentos, constrangimentos aos quais as mulheres são submetidas quando elas se deparam com os mecanismos regulamentadores dos processos de natalidade, fecundidade, longevidade e mortalidade. Vale salientar, contudo, que as mulheres não aceitam com passividade esses mecanismos; elas resistem, pressionam, buscam saídas e inventam estratégias.Com a conquista de direitos sociais e a municipalização das políticas sociais, a partir do final década de 1980, as mulheres rurais passaram a lidar mais diretamente com as exigências legais de documentação civil e profissional para terem acesso a políticas e programas sociais.
    fonte: Vida de agricultoras e histórias de documentos no Sertão Central de Pernambuco, Rosineide de L. Meira Cordeiro, Universidade Federal de Pernambuco – http://dx.doi.org/10.1590/S0104-026X2007000200012
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    analisar as dificuldades e as estratégias que as mulheres utilizam para cumprirem as exigências legais de comprovação do trabalho na agricultura familiar através de documentos civis e profissionais
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  7. BRASIL INOVA NA PRODUÇÃO DE VINHOS TROPICAIS
    Graças ao clima quente e seco do Nordeste,a colheita da uva acontece o ano todo, ao contrário das regiões mais frias e tradicionais de cultivo, onde há apenas uma safra por ano.Por se tratar de uma experiência única, a produção de vinho na Região de Petrolina (PE) é hoje uma referência mundial, mas ainda assimnão cessaram os investimentos em pesquisa ea busca de uma variedade de uva que se adapte melhor às peculiaridades do clima. fonte: 
    fonte: FINEP –http://www.finep.gov.br/imprensa/revista/segunda_edicao/05_Brasil inova na produção de vinhos tropicais.pdf
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    Globo Reporter Vinho & Saude 17.12.2010 parte 04 http://www.tamoligado.net
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  10. O pessoal para o trabalho na indústria do vinho, sobretudo os enólogos, é recrutado no Sul do país e até mesmo no exterior e, recentemente, vem sendo formado na própria região. Para as atividades de campo, devido ao fato de no local existir o grande polo nacional de fruticultura irrigada, inclusive de produção de uva, encontra-se com facilidade mão-de-obra especializada para cada etapa do processo produtivo (CAVALCANTI et al., 2008) e também diferenciada por gênero para as diferentes tarefas. (CAVALCANTI; SILVA, 2008). A contratação é feita diretamente pelas empresas ou com a intermediação de empreiteiros. O sindicato de trabalhadores rurais tem exercido forte presença na fiscalização das condições de trabalho e na negociação salarial, por meio de dissídios coletivos, e também na regularização de direitos trabalhistas.

  11. A existência de vinícolas no Vale do Rio São Francisco, região do semi-árido, seria encarada anos atrás como uma espécie de lenda, um mito, como o Nego d´água, a Rasga Mortalha e a Mãe da Lua, esses personagens que habitam a memória dos antigos moradores das barrancas do rio. Mas de fato elas existem, as primeiras instalaram-se nos anos 80 na região, próximas à cidade de Petrolina, no estado de Pernambuco, favorecidas por um projeto de irrigação utilizando as águas do Velho Chico.” – Matéria no Estadão, fonte: http://blogs.estadao.com.br/olhar-sobre-o-mundo/vale-do-sao-francisco/

  12. Enquetesobre “..
    como o Nego d´água, a Rasga Mortalha e a Mãe da Lua, esses personagens que habitam a memória dos antigos moradores das barrancas do rio..” – alguém saberia me contar algo sobre estas lendas? – incluir enquete Facebook
    link para fan page – https://www.facebook.com/baconostropicos
  13. Por que o desenvolvimento rural sustentável?

    Desenvolvimento rural sustentável representa um esforço em reunir aspectos complementares do processo de desenvolvimento, com foco na equidade socialeconômica e ambiental. Neste contexto, o diálogo entre diferentes áreas de intervenção pública é primordial. Há um crescente interesse em abordagens multi-dimensionais como caminhos indispensáveis para enfrentar os desafios atuais do planeta.Nossa principal preocupação é analisar a inter-secções no âmbito de políticas que permitam um impacto mais amplo e mais coordenado na vida das pessoas, especialmente de grupos marginalizados. Assim, as políticas que conciliam diversas agendas, tais como gênero e mudança climáticapobreza e meio ambienteinclusão produtiva e de distribuição de alimentos, estão no cerne de nossas atividades. – Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo.

  14. A Região

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  16. A História das Vinícolas

    Com 800 hectares de uvas viníferas, o Vale do São Francisco responde por 30% da produção nacional. Das 12 vitivinícolas instaladas na região, 11 são de Pernambuco. É a única área vinícola do mundo situada em clima semi-árido. O mérito é do enólogo gaúcho Ineldo Tedesco, que desembarcou no Sertão pernambucano, nos anos 80, com a missão de produzir vinhos no Vale do São Francisco. Enólogo, descendente de imigrantes italianos com tradição no cultivo de uvas viníferas e produção artesanal de vinhos na região do Rio Grande do Sul, trabalhou em vinícolas como: Cooperativa Tamandaré, Heublein do Brasil e Maison Forestier. Sendo nesta última, em 1984 que testou uvas do Vale do São Francisco elaborando vinhos que comprovaram as excelentes qualidades da região,demonstrando a tendência de um futuro pólo vitivinícola. A partir daí, formou-se uma parceria entre Maison Forestier e a Fazenda Milano-Santa Maria da Boa Vista-PE, sendo Tedesco transferido para prestar assistência técnica na elaboração dos vinhos.

    ANOS 80
    Fundada em 1984, a vinícola Vale do São Francisco originou-se do primeiro projeto de irrigação do Vale do São Francisco implantado em 1972 , idealizado por Sr Francesco Pérsico e implantado por Jose Gualberto Almeida: a Fazenda Milano colocou sua primeira marca no mercado, “VINHAS DA MILANO”. Vinho Assemblage com a extraordinária adaptação dos varietais introduzidos. E, em 1985, produziu e lançou no mercado do Nordeste o primeiro vinho do Vale do São Francisco, chamado Vinhas da Milano, atualmente Botticelli.A VVSF lançou a marca Botticelli em 1986, composta por vinhos100% varietais. Em 1989 a primeira grande conquista, o CABERNET SAUVIGNON foi considerado o melhor tinto Nacional, logo em seguida o Chenin Blanc obteve no mesmo concurso a segunda colocação entre os brancos, sinal que o trabalho estava orientado de maneira correta. 

    ANOS 90
    A década de 90 reservava algumas surpresas para a vitivinicultura nacional, porem a VVSF consegue estabelecer-se e transformar a marca Botticelli em uma das mais importantes do Brasil. A pesquisa continuava sem parar, com varietais de todo mundo, procurando novos lançamentos para o mercado. Em 1991, adquiriu juntamente com sua esposa, Izanete Bianchetti Tedesco, também enóloga, uma propriedade em Lagoa Grande-PE, onde em 1993, iniciaram o plantio de uvas de mesa. Em 1995, plantaram uvas viníferas e, em 1998 foi elaborado e lançado no mercado o primeiro vinho com a marca BIANCHETTI, um tinto fino seco Cabernet Sauvignon, sendo a concretização do sonho do casal de enólogos.

    ANO 2000
    Quase dez anos depois lançamos excelentes novidades: em 2002 O Asti Botticelli e o Primeiro da linha COLEÇÃO Petite Syrah. Em 2003 gratas surpresas: RUBY CABERNET e TANNAT, dois vinhos que vieram ratificar a condição de pioneirismo e o compromisso da pesquisa contínua, já em 2004 o lançamento do espumante BRUT BOTTICELLI. Em 2008 serão mais quatro lançamentos, uma linha de vinhos de assemblage, composta por três vinhos e mais um Cabernet Sauvignon Premium. 

    ANO 2010

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    TV Experimentare Gastronomia apresenta – Vinícola Botticelli – Vale do São Francisco
  18. A Tecnologia

  19. Os Dados

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    Dia de Campo na TV – Vinhos tropicais: produção e qualidade
  21. Os Trabalhadores Rurais

    A partir da construção de uma rodovia de 72 km, que vai de Lagoa Grande a Santa Maria da Boa Vista, o pólo atraiu olhares dos investidores. A idealização da bianual Festa da Uva e do Vinho, em Lagoa Grande, também traz empresários para a região, inclusive estrangeiros. Tradicionais produtores de vinhos, como franceses (Ducos), portugueses (Dão) e italianos (Sereníssima), trataram de garantir seus quinhões de terra na região. Em duas décadas de atividade, a região se transformou no segundo pólo de vinhos do Brasil. Produzindo cerca de 12 milhões de litros de vinhos finos, o Vale fatura R$ 30 milhões por ano e gera 2,4 mil empregos, o que mudou a vida da população local, principalmente das mulheres.  
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  23. As Curiosidades

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    Rural Meio-Dia – 21 02 2012 – Escola de samba conta a historia do vinho … – tinyurl.com/7f5cmky #clicRBS
  26. Você pode ajudar a contar mais histórias. Apoie o projeto

     direcionar para crowdfunding

  27. A Cultura – Manifestações Populares, Tradições, Dança, Música, Literatura

  28. A Gastronomia da região

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    Leciane Lima – Culinária Regional Bode ao Vinho
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  2. No Brasil, como o alistamento militar é obrigatório para os homens aos 18 anos, eles adquirem os documentos civis mais cedo do que as mulheres. Além disso, na área rural, devido às migrações de uma região para outra, os homens possuem mais documentos do que as mulheres. As constantes viagens para o Sudeste do país em busca de trabalho eram um fator determinante para que os homens adquirissem os documentos. Quem fosse para São Paulo ou Rio de Janeiro sabia que, além do título de eleitor e da certidão de reservista, era necessário providenciar as carteiras de identidade e de trabalho.
    A ausência de documentos torna mais grave a privação material e social e é responsável por uma série de sofrimentos, constrangimentos aos quais as mulheres são submetidas quando elas se deparam com os mecanismos regulamentadores dos processos de natalidade, fecundidade, longevidade e mortalidade. Vale salientar, contudo, que as mulheres não aceitam com passividade esses mecanismos; elas resistem, pressionam, buscam saídas e inventam estratégias.Com a conquista de direitos sociais e a municipalização das políticas sociais, a partir do final década de 1980, as mulheres rurais passaram a lidar mais diretamente com as exigências legais de documentação civil e profissional para terem acesso a políticas e programas sociais.
    fonte: Vida de agricultoras e histórias de documentos no Sertão Central de Pernambuco, Rosineide de L. Meira Cordeiro, Universidade Federal de Pernambuco – http://dx.doi.org/10.1590/S0104-026X2007000200012
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    analisar as dificuldades e as estratégias que as mulheres utilizam para cumprirem as exigências legais de comprovação do trabalho na agricultura familiar através de documentos civis e profissionais
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  5. BRASIL INOVA NA PRODUÇÃO DE VINHOS TROPICAIS
    Graças ao clima quente e seco do Nordeste,a colheita da uva acontece o ano todo, ao contrário das regiões mais frias e tradicionais de cultivo, onde há apenas uma safra por ano.Por se tratar de uma experiência única, a produção de vinho na Região de Petrolina (PE) é hoje uma referência mundial, mas ainda assimnão cessaram os investimentos em pesquisa ea busca de uma variedade de uva que se adapte melhor às peculiaridades do clima. fonte: 
    fonte: FINEP –http://www.finep.gov.br/imprensa/revista/segunda_edicao/05_Brasil inova na produção de vinhos tropicais.pdf
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    Globo Reporter Vinho & Saude 17.12.2010 parte 04 http://www.tamoligado.net
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  8. O pessoal para o trabalho na indústria do vinho, sobretudo os enólogos, é recrutado no Sul do país e até mesmo no exterior e, recentemente, vem sendo formado na própria região. Para as atividades de campo, devido ao fato de no local existir o grande polo nacional de fruticultura irrigada, inclusive de produção de uva, encontra-se com facilidade mão-de-obra especializada para cada etapa do processo produtivo (CAVALCANTI et al., 2008) e também diferenciada por gênero para as diferentes tarefas. (CAVALCANTI; SILVA, 2008). A contratação é feita diretamente pelas empresas ou com a intermediação de empreiteiros. O sindicato de trabalhadores rurais tem exercido forte presença na fiscalização das condições de trabalho e na negociação salarial, por meio de dissídios coletivos, e também na regularização de direitos trabalhistas.

  9. A existência de vinícolas no Vale do Rio São Francisco, região do semi-árido, seria encarada anos atrás como uma espécie de lenda, um mito, como o Nego d´água, a Rasga Mortalha e a Mãe da Lua, esses personagens que habitam a memória dos antigos moradores das barrancas do rio. Mas de fato elas existem, as primeiras instalaram-se nos anos 80 na região, próximas à cidade de Petrolina, no estado de Pernambuco, favorecidas por um projeto de irrigação utilizando as águas do Velho Chico.” – Matéria no Estadão, fonte: http://blogs.estadao.com.br/olhar-sobre-o-mundo/vale-do-sao-francisco/

  10. Enquetesobre “..
    como o Nego d´água, a Rasga Mortalha e a Mãe da Lua, esses personagens que habitam a memória dos antigos moradores das barrancas do rio..” – alguém saberia me contar algo sobre estas lendas? – incluir enquete Facebook
    link para fan page – https://www.facebook.com/baconostropicos
  11. Por que o desenvolvimento rural sustentável?

    Desenvolvimento rural sustentável representa um esforço em reunir aspectos complementares do processo de desenvolvimento, com foco na equidade socialeconômica e ambiental. Neste contexto, o diálogo entre diferentes áreas de intervenção pública é primordial. Há um crescente interesse em abordagens multi-dimensionais como caminhos indispensáveis para enfrentar os desafios atuais do planeta.Nossa principal preocupação é analisar a inter-secções no âmbito de políticas que permitam um impacto mais amplo e mais coordenado na vida das pessoas, especialmente de grupos marginalizados. Assim, as políticas que conciliam diversas agendas, tais como gênero e mudança climáticapobreza e meio ambienteinclusão produtiva e de distribuição de alimentos, estão no cerne de nossas atividades. – Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo.

  12. A Região

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  14. A História das Vinícolas

    Com 800 hectares de uvas viníferas, o Vale do São Francisco responde por 30% da produção nacional. Das 12 vitivinícolas instaladas na região, 11 são de Pernambuco. É a única área vinícola do mundo situada em clima semi-árido. O mérito é do enólogo gaúcho Ineldo Tedesco, que desembarcou no Sertão pernambucano, nos anos 80, com a missão de produzir vinhos no Vale do São Francisco. Enólogo, descendente de imigrantes italianos com tradição no cultivo de uvas viníferas e produção artesanal de vinhos na região do Rio Grande do Sul, trabalhou em vinícolas como: Cooperativa Tamandaré, Heublein do Brasil e Maison Forestier. Sendo nesta última, em 1984 que testou uvas do Vale do São Francisco elaborando vinhos que comprovaram as excelentes qualidades da região,demonstrando a tendência de um futuro pólo vitivinícola. A partir daí, formou-se uma parceria entre Maison Forestier e a Fazenda Milano-Santa Maria da Boa Vista-PE, sendo Tedesco transferido para prestar assistência técnica na elaboração dos vinhos.

    ANOS 80
    Fundada em 1984, a vinícola Vale do São Francisco originou-se do primeiro projeto de irrigação do Vale do São Francisco implantado em 1972 , idealizado por Sr Francesco Pérsico e implantado por Jose Gualberto Almeida: a Fazenda Milano colocou sua primeira marca no mercado, “VINHAS DA MILANO”. Vinho Assemblage com a extraordinária adaptação dos varietais introduzidos. E, em 1985, produziu e lançou no mercado do Nordeste o primeiro vinho do Vale do São Francisco, chamado Vinhas da Milano, atualmente Botticelli.A VVSF lançou a marca Botticelli em 1986, composta por vinhos100% varietais. Em 1989 a primeira grande conquista, o CABERNET SAUVIGNON foi considerado o melhor tinto Nacional, logo em seguida o Chenin Blanc obteve no mesmo concurso a segunda colocação entre os brancos, sinal que o trabalho estava orientado de maneira correta. 

    ANOS 90
    A década de 90 reservava algumas surpresas para a vitivinicultura nacional, porem a VVSF consegue estabelecer-se e transformar a marca Botticelli em uma das mais importantes do Brasil. A pesquisa continuava sem parar, com varietais de todo mundo, procurando novos lançamentos para o mercado. Em 1991, adquiriu juntamente com sua esposa, Izanete Bianchetti Tedesco, também enóloga, uma propriedade em Lagoa Grande-PE, onde em 1993, iniciaram o plantio de uvas de mesa. Em 1995, plantaram uvas viníferas e, em 1998 foi elaborado e lançado no mercado o primeiro vinho com a marca BIANCHETTI, um tinto fino seco Cabernet Sauvignon, sendo a concretização do sonho do casal de enólogos.

    ANO 2000
    Quase dez anos depois lançamos excelentes novidades: em 2002 O Asti Botticelli e o Primeiro da linha COLEÇÃO Petite Syrah. Em 2003 gratas surpresas: RUBY CABERNET e TANNAT, dois vinhos que vieram ratificar a condição de pioneirismo e o compromisso da pesquisa contínua, já em 2004 o lançamento do espumante BRUT BOTTICELLI. Em 2008 serão mais quatro lançamentos, uma linha de vinhos de assemblage, composta por três vinhos e mais um Cabernet Sauvignon Premium. 

    ANO 2010

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    TV Experimentare Gastronomia apresenta – Vinícola Botticelli – Vale do São Francisco
  16. A Tecnologia

  17. Os Dados

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    Dia de Campo na TV – Vinhos tropicais: produção e qualidade
  19. Os Trabalhadores Rurais

    A partir da construção de uma rodovia de 72 km, que vai de Lagoa Grande a Santa Maria da Boa Vista, o pólo atraiu olhares dos investidores. A idealização da bianual Festa da Uva e do Vinho, em Lagoa Grande, também traz empresários para a região, inclusive estrangeiros. Tradicionais produtores de vinhos, como franceses (Ducos), portugueses (Dão) e italianos (Sereníssima), trataram de garantir seus quinhões de terra na região. Em duas décadas de atividade, a região se transformou no segundo pólo de vinhos do Brasil. Produzindo cerca de 12 milhões de litros de vinhos finos, o Vale fatura R$ 30 milhões por ano e gera 2,4 mil empregos, o que mudou a vida da população local, principalmente das mulheres.  
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  21. As Curiosidades

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    Rural Meio-Dia – 21 02 2012 – Escola de samba conta a historia do vinho … – tinyurl.com/7f5cmky #clicRBS